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_____________________ALENQUEREMOS_____________________ Folclore:
A origem dos grupos “Matutando de Férias” e “Zé Matuto”. Muita gente deseja saber como começou a rivalidade entre os grupos folclóricos Zé Matuto e Matutando de Férias. No início da década de 80, os amantes do folclore e entre eles a senhora Dionor Monteiro, que ensaiava com um cordão da Burrinha Dançarina, por possuir um espaço no Clube Xeque Mate, incentivou outras pessoas a realizarem um festival folclórico com a participação de pássaros, boi-bumbá e quadrilha. Os estudantes alenquerenses, que estudavam em Santarém, onde receberam a influência de um tipo de quadrilha de matutos dançando ao som de toadas acústicas metálicas e movimentos exagerados nos quadris e nas pernas, organizaram-se e, assim, surgiu o Matutando de Férias. Estes estudantes, predominantemente, moravam no bairro do Aningal. De outro lado, os estudantes alenquerenses que estudavam em Manaus, receberam forte influência dos bois de Parintins e, quando retornavam para passara as férias realizavam o que tinham aprendido. Assim surgiu o Zé Matuto. Estes estudantes e artistas plásticos, como o Luluca, a maioria morava na Luanda. Então, vieram os festivais e os dois grupos, praticamente representando os dois bairros tradicionais da cidade, sobrepujaram os cordões nativos, ganharam adeptos em disputas apaixonadas, com o público sempre aumentando em cada festival. Delineou-se uma vibrante rivalidade, porque nos primeiros festivais sempre quem levava o título era o Zé Matuto, o que provocou a paixão dos organizadores do Matutando em Férias, que só dançariam quando conseguissem o título de campeão. Isso aconteceu em 1994, na sede a AABB, quando houve protesto do perdedor, e o festival esfriou, pois a Prefeitura que sempre financiava as apresentações folclóricas, não mais apoiou, até chegar em 1998, quando foi construído o Matutódromo (?) na cabeceira do antigo campo de pouso. Fonte: Jornal O Ximango – Ano II nº37 – agosto/setembro de 1998.
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Marambiré de Alenquer-Pará-Brasil (foto superior), quando de sua apresentação em Belém no CENTUR. A dança inicia-se tendo à frente o Rei, a Rainha e a Princesa, lado a lado. Estes, cantam a parte do solo enquanto que os vassalos respondem movimentando-se diferentemente. Os instrumentos constituem-se de quatro bumbos - dois maiores e dois menores; um ganzá, um reco-reco e um triângulo. A indumentária é riquíssima. A Rainha e a Princesa trajam vestido comprido , de seda em tons dourados, todo bordado, bem ajustado ao corpo. Usam mantos de veludo vermelho, bordados em pedrarias, de cima a baixo, com cercadura de arminho. Na cabeça, coroas de metal dourado, cravejadas de pedras coloridas, de onde saem largas e multicores fitas de cetim que chegam ao chão. Enfeitam-se, também, com bijouterias que se assemelham a jóias. Usam sapatos dourados com bordado de pedraria. O traje do Rei é à maneira dos oficiais-militares, porém todo branco. O casaco é adornado com talabarte de couro escuro. Usa botas brancas, do tipo "rodeio", com enfeites de prata. Na cabeça, a coroa é idêntica às da Rainha e da Princesa. O manto é igual aos das mulheres. O traje dos vassalos imita a farda militar, sendo de cor clara com talabarte de couro escuro e enfeites de prata. A coroa é igual a do rei. As botas são também do tipo "rodeio", contudo apresentam os saltos mais altos que o normal, esporas e enfeites de prata. Os vassalos executam um sapateado admirável. Carregam nas mãos um grande pandeiro todo enfeitado com fitas largas de cetim colorido e movimentam-no com mestria, fazendo belíssimas evoluções. Recebemos de Ismaelino valente o Folder sobre o “Marambiré”, publicado Aqui para Ilustrar e registrar esta forte demonstração cultural de nossa gente. marambiré¹ letra: Luiz Ismaelino Valente
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