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  Esporte  

Na seção de esportes temos poucas matérias, mas isto é normal, já que o Esporte em nossa cidade já não exibe mais o brilho de décadas passadas. Escolha ao lado a matéria de sua preferência:

- Notícias
- Baú de Times

Antenor Matos de Carvalho - Bigorrilho

Técnica garra e faro de gol - É considerado um dos melhores artilheiros que já passou por Santarém. Goleiros e zagueiros temiam vê-lo na área. Seu nome: Antenor Matos de Carvalho, o popular Bigorrilho. Começou no Clube do Remo ximango, mas logo foi descoberto por Seu Manoel Rente, que o levou para o Mengão. Quando enfrentou o Leão de Darinta, Guajará, Da Silva, Cuca, Cabecinha e Jeremias, veio a primeira glória. O São Francisco ganhava de 2a0,e  Bigu marcou os dois gols do empate histórico.

Ainda adolescente, foi convocado para a Seleção Alenquerense. Brilhou ao lado de craques como Laurinho, Pau Seco, Antonio Augusto e Venenosa, que foram para o nosso craque exemplo de tudo dentro das quatro linhas. "Você sempre nos deu exemplo de humildade. Apesar do seu sucesso, jamais abandonou os seus amigos", confidencia Pau Seco, ex-jogador alenquerense. O show de bola dele no Flamengo não foi por muito tempo, pois João Ferreira, esperto, o levou para o Aningal. Depois foi atuar no time que gostaria de jogar, o Internacional, onde foi campeão e artilheiro.

Dídimo Souza, cartola azulino, andava muito em Alenquer, e descobriu o garoto. Trouxe-o para jogar no São Francisco. Quando chegou a Santarém, viu que o Leão tinha muitos craques famosos, e acreditou que não seria titular. Voltou para Alenquer. Ainda chegou a retornar a Santarém, para tentar vaga no Fluminense e Bonsucesso, mas não chegou nem a treinar. Decidiu outra vez voltar à terra natal, para em seguida viajar a Manaus, onde se formou em técnico agrícola.

 

 

Intermunicipal - De volta a Alenquer, jogou outra vez no Aningal, onde deixou muita saudade por seus gols. Lá apareceu o São Raimundo para um amistoso. O time, cheio de moral, havia conquistado o Campeonato Intermunicipal, representando Santarém em Belém. Bigorrilho não se importou. Marcou os três golaços na vitória de 3 a 0. Seu destino, no entanto, era mesmo o Leão Azul santareno. Veio e conquistou a torcida azulina com seus gols. Foi artilheiro do campeonato. Só numa partida marcou 11 gols no São Cristóvão. O time base era Dutra, Assunção, Pau Seco, Bené e Alírio; Aleixo, Zizinho e Careca; Zerino, Bigorrilho e Manoelzinho.


"Bigorrilho sempre foi um jogador espetacular. Foi brilhante dentro e fora de campo, tinha técnica e garra", lembra Ivaldo Fonseca, narrador esportivo da Rádio Rural. Com a fama de artilheiro, foi parar em Belém jogar na Tuna Luso, mas não aceitou o contrato. Resolveu, então, mostrar seus gols na cidade de Manaus pelo Rio Negro. Junto com Lúcio Santarém, formou a dupla de ataque mais temida da capital. Apesar de ficar contundido todo o 1º turno, ainda conseguiu ser o vice-artilheiro do campeonato com 18 gols.


Não aceitou viajar para Portugal, e voltou para Santarém para casar. "Falar de Bigorrilho é falar de gols. Meu amigo Tetéu foi e será sempre lembrado como grande artilheiro", opina Lúcio Santarém, ex-jogador e treinador. Rosinaldo do Vale levou Bigu para o São Raimundo, e lá formaram o ataque elite do futebol santareno. E haja gols: Zé Lima, Bigu e Barriga. Foram campeões, mas não levaram o título porque o Leão ganhou no tapetão.


Passagem - No ano seguinte retornou ao São Francisco, e por lá ficou mais quatro anos. Foram quatro títulos consecutivos, e ele sempre era o artilheiro. Em um dos campeonatos chegou a marcar 33 gols. Isso mesmo 33. Certo dia, antes de um jogo contra o São Raimundo, solicitou ao seu presidente uma passagem para sua esposa retornar de Belém, onde estava em tratamento de saúde. Como resposta ouviu: "Se você fizer três gols no São Raimundo eu compro a passagem". Bigu pensou: se um gol já era difícil, imaginem três. Prometeu que marcaria dois gols. "O homem não aceitou, queria os três", relembra .


Bigu se afastou chateado. Mas decidido a jogar. No final, o Leão venceu por 2 a 1, dois gols dele. Bigorrilho não se aproximou do presidente azulino, afinal ele pedira três. Mas o cartola se aproximou, e entregou a passagem. Era apenas uma brincadeira, para mexer com o brio do craque, pois a já tinha comprado o bilhete antes. "Bigorrilho sempre nos deu alegria e correspondeu nossas expectativas com seus belos gols", recorda Otávio Pereira, ex-presidente do São Francisco.


Carnaval - Bigorrilho era o atacante mais temido e cassado dentro e fora de campo. Um dia antes de um clássico contra o rival São Raimundo havia uma festa de carnaval na sede do Pantera. Bigorrilho apareceu por lá. Quando o cartola alvinegro viu o craque adversário, tratou-o com gentilezas, dando-lhe um verdadeiro tratamento VIP. Autorizou todas as bebidas que ele solicitasse. Bigorrilho ficou por lá até às 5h da manhã. O cartola do São Raimundo não hesitou: passou a dizer na cidade que o atacante azulino estava de porre, e tinha sido comprado. Mais: que não enfrentaria o Pantera.

 
Bigu dormiu até às 14hs daquele dia, e combinou com a esposa que ele não estaria para quem lhe procurasse. Os cartolas do Leão ficaram preocupados com o jogador que não aparecia e com os comentários na cidade. Às 15 hs, o artilheiro estava na sede do Leão com a cara bem lavada, e disse que tudo era mentira. Os cartolas fizeram uma reunião rápida para decidir se ele iria jogar ou não. Veredicto: ele foi jogar. Resultado do jogo: 2x0 para o São Francisco, dois gols de Bigorrilho. Os cartolas do Leão sorriam por ter acreditado em seu artilheiro; o cartola do São Raimundo chorava e cobrava o seu dinheiro das geladas que o Bigu consumiu na noite anterior.


Trabalho e treino - O craque continuou sendo ídolo da torcida por muito tempo. Mas o seu trabalho não permitia a conciliação com os treinamentos do time. Foi, então, para o banco de reserva, pois com o novo treinador, Ary Greco, só jogava quem treinava. Mas quando o técnico estava em apuros chamava-o, e ele resolvia o problema com seus gols de placas. Bigu foi parar no Fluminense, onde podia conciliar o seu trabalho com a bola.


Antes de perdurar as chuteiras, ainda brilhou defendendo a seleção dos Correios e Telégrafos e foi campeão pelo Pará contra São Paulo e Brasília, de quebra foi artilheiro com 12 gols. Bigorrilho jamais será esquecido pelo que fez pelo futebol santareno. Seus gols inesquecíveis e seu jeito de conquistar seus amigos sempre marcarão em nossas lembranças. Ele continua jogando suas peladas no máster do Leão, e elevando sempre o clube azulino, agora como presidente. Exerce função de chefia nos Correios, é formado em administração, sua família é sua meta de tudo que faz. "O senhor será sempre lembrado como um grande craque de futebol para todos. Para nós, um exemplo de pai. Tenho um grande orgulho do senhor", diz Júnior, o filho do craque.  

Em 1981, Bigorrilho foi artilheiro do campeonato santareno com 33 gols.

Fonte: Gazeta de Santarém - Fevereiro de 2006.

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24.08.2008 

Maia, um craque ximango que brilhou no futebol sanateno:

Alenquer ficou pequena para o seu futebol polivalente – Na sua cidade ele era ídolo. Ainda garoto começou a brilhar como grande ponta-esquerda ofensivo. Nasceu em Alenquer, terra de craques que brilharam no futebol santareno, como Cabecinha, Bigorrilho, Renato (Prego), Pau Seco, Laurinho, Careca, entre outros. Foi campeão ao pelo Aningal.

Alenquer ficou pequena para seu futebol, veio para Santarém e brilhou no São Raimundo, ganhando títulos e se revelando como um grande atleta polivalente, jogando na ponta e na lateral esquerda.

Participou no início da campanha vitoriosa da Pantera no Intermunicipal de 1978. Em Roraima, defendeu o Rio Negro. Teve o São Raimundo como seu primeiro e último time a defender em Santarém até suspender as chuteiras. Seu nome, Álvaro Maia de Souza, o Maia.

Tudo começou ali na frente da Prefeitura de Alenquer, onde existia um campo de futebol e toda a garotada jogava naquele templo de peladeiros. Liderado por Chico Tampa, Mário (seu irmão), Reis e outros garotos que jogavam pelo Bonsucesso. Maia era um ponta atacante que fazia gols e a cada jogo se revelava.

Juvenil do Flamengo de Alenquer  – Seu bom desempenho nas quatro linhas foi o sinal verde para que sr. Raimundo Santos o convidasse para jogar no seu time do pai do Cabecinha, o juvenil do Flamengo. Quando lá chegou, já estavam Manelito, Renato, Bigorrilho, Quita, Severino e Tiboca.

Atuando junto aos seus companheiros, sentiu que naquele time poderia realizar o seu grande sonho em jogador de futebol. Sempre nas tardes de trinos, a equipe juvenil treinava entre os adultos do time principal do Flamengo e assim surgia de vez em quando a chance de treinar entre os titulares. Sua dedicação e boas atuações  foram o ponto forte para que sr. Wilson Navarro, técnico do Aningal, o levasse para defender o seu time no campeonato ximango.

Começou aos poucos aparecendo bem nos treinamentos e teve a sua estréia contra o São Francisco lá em Monte Alegre. Apesar do empate na partida, atuou bem e ganhou a posição como lateral esquerdo. Em 1974 foi campeão alenquerense atando pelo Aningal.

No ano seguinte, teve de vir para Santarém e servir o Exército. Somente em 1976 retornou a sua cidade e novamente voltou a jogar no Aningal, onde se tornou novamente campeão. O time base do Aningal era: Manduca (goleiro), Mário Quaresma, Carvalhão, Renato e Maia; Inacinho, Zé Miranda e Tiboca; Venenosa, Bigorrilho e Ademar.

 

Haroldo, o titular – Maia seguiu fazendo sucesso na lateral esquerda do Aningal e já estava iniciando o campeonato alenquerense quando Ferreirão (pai do saudoso Nando) apareceu na cidade em nome do São Raimundo para contratá-lo.

A preocupação do São Raimundo  era encontrar um substituto para o lateral Haroldo Meireles, que estava de malas pronta para jogar em Belém. Como Maia era destaque no futebol alenquerense, foi logo acionado pelos cartolas do São Raimundo. Quando chegou no time alvinegro, a equipe se preparava para decidir o título de 1977, já no princípio de 1978. Portanto, treinava para jogar a decisão e o zagueiro Basílio assumia provisoriamente a lateral esquerda deixado pelo Haroldo Meireles.

Mas o Maia estava chegando e foi perguntado se atuava no ataque. Não bobeou, falou que sim e que fora a sua primeira posição em Alenquer. Entrou na decisão como ponta-esquerda justamente no clássico Rai x Fran. O time base foi: Raul, Carlinhos Bendelack, Solo, Figueirôa e Basílio; Louro,Juarez e Antonio; Nicolau, Barriga e Maia.

Para coroar a sua estréia, Maia foi o autor do gol da vitória e do título. O lance do gol começou com uma bola quase perdida. Nicolau dá uma meia bicicleta sensacional para dentro da área. Maia se antecipou e cabeceou para dentro do gol, sem apelação para o goleiro do Leão Azul.

 

Posição improvisada - Depois do título, o São Raimundo foi representar Santarém no Campeonato Intermunicipal, Maia iniciou a campanha vitoriosa, mas como já pertencia ao quadro da Polícia Militar teve que atender  o chamado para ser destacado para a cidade de Óbidos.

Alguns meses depois voltou a terra santarena, diretamente para a toca alvinegra. Como Haroldo Meireles ainda estava em Santarém pois tinha participado da brilhante campanha do time alvinegro, quando se tornou campeão intermunicipal em Belém, representando Santarém. Maia voltou a ser improvisado na ponta-esquerda, a pedido do treinador José Maria Cunha que segundo Maia, quase acaba com os atletas do Pantera exagerando nos treinamentos físicos.

O jogador ximango só jogou na ponta enquanto Haroldo Meireles estava na cidade. Depois voltou à lateral-esquerda. Na posição , chegou à decisão que aconteceu nos pênaltis e o São Raimundo amargou a derrota, perdendo para o São Francisco.

Em 1980, foi o ano da forra. O time alvinegro foi novamente campeão e Maia era um dos destaques. . O time base da conquista foi: Bianor, Manguito, Renato, Basílio e Maia; Juarez, Magno e Manoelzinho; Zé Lima, Aldo e Barriga. Em 1981, o time foi mantido com algumas alterações, mais ficou ainda mais forte e conquistou brilhantemente o campeonato, perdido, porém, no tapetão.

 

Mangueirão – No ano seguinte, não foi nada bom para o craque. Teve algumas desavenças com a diretoria e achou melhor aceitar o convite vindo de sua terra natal. De volta, foi defender o time do Aningal que participou da Copa do Baixo Amazonas. Depois veio os títulos de 1983 e 1984. Com o emprego garantido em Alenquer, ficou jogando apenas partidas amistosas, pois o campeonato alenquerense foi paralisado por alguns anos. Depois recebeu um convite para trabalhar em Roraima, então uniu o útil ao agradável.

Incentivado por vários atletas de Santarém, que atuavam no Rio Negro e assim foi defender o time dos santarenos. De volta a Santarém e disposto as pendurar a chuteiras, foi jogar apenas futebol de peladas. Hoje, é atleta de Máster do São Raimundo. Defendeu o Mangueirão e atualmente joga pelo time de Peladas da Borge Leal nos campeonatos organizados da cidade.

Maia foi um dos grandes atletas que Santarém teve nas suas fileiras vindo da cidade de Alenquer e aqui fez seu novo habitar. É funcionário público municipal, casado com dona Dalva e já vive a boa vida de avô. Tem os filhos Keyla, Gian e Kelyane.

 

Fonte: Matéria gentilmente cedida pelo ex-craque alenquerense, Maia.

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